Brasil tem menos mulheres no legislativo do que Oriente Médio

Brasil tem apenas 9% de representação feminina na Câmara e 13% no Senado, colocando o Congresso Nacional brasileiro em 116º no ranking de 190 países, segundo dados divulgados pela União Inter-Parlamentar.

 

As taxas brasileiras de participação no legislativo ficam abaixo da média mundial, que chega a ser de 22,1% de mulheres ocupando cadeiras nos parlamentos. Os números brasileiros são ainda inferiores aos da média do Oriente Médio, com uma taxa de participação feminina de 16%.

O levantamento é baseado na atual legislatura do Congresso Nacional comparada com a anterior, quando a Câmara era ocupada por 45 deputadas (9% do total) e 10 senadoras (13%).

Países de origem muçulmana também estão em posição melhor que o Brasil onde, segundo ONGs como Anistia Internacional, a situação da mulher nem sempre é de igualdade de condições com os homens.

Superam o Brasil em termos de participação de mulheres em Parlamentos países como a Jordânia, Síria, Somália, Líbia, Marrocos, Indonésia, Iraque, Paquistão, Afeganistão, Tunísia, Emirados Árabes e mesmo a Arábia Saudita, com 19% de assentos no Congresso reservados para as mulheres.

Em comparação ao restante da América do Sul, a posição brasileira também é de inferioridade. Uruguai, Paraguai, Chile, Venezuela, Panamá, Peru e Colômbia são alguns dos países com maior representação de deputadas que no Brasil.

 

1425651574986
A falta de financiamento para campanhas e o sistema de representação no Brasil é apontando como os motivos para esse resultado, o que reforça a necessidade de uma reforma política.

Apesar disso, os avanços dos últimos anos trouxeram melhorias para a representação de mulheres no Legislativo. Em 1995, a taxa era de 11,3%. Em janeiro deste ano, passou a 22,1%.

O parlamento da Ruanda, com 63% de participação feminina é o líder da lista, seguido pela Bolívia e Andorra. A Suécia, que aparece na sexta posição, é o único país onde as mulheres representaram mais de 40% dos assentos em todas as eleições desde 1995.

Há 20 anos, apenas um país – justamente a Suécia – tinha mais de 40% de seus representantes femininos. Até 1º de janeiro deste ano, são 13 países com mais de 40% dos assentos ocupados por mulheres.

 

Fonte: Estadão