Se a Periferia Fosse Nossa

No dia  22 de novembro de 2015, às 16hs, no Espaço Cultural Viaduto de Realengo, Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro ocorreu o primeiro encontro  territorial do “Se a Cidade Fosse nossa” chamado de “Se a Periferia Fosse Nossa”. A proposta era discutir o papel da cultura fora dos grandes centros urbanos, em  especial no Rio de Janeiro.

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Estavam presentes na ocasião os coletivos, Zona Oeste Ativa (ZOA) o Instituto de Formação Humana e  Educação Popular (IFHEP), Misturando Som, Núcleo Marinheiro João Cândido – PSOL ZOI, Realidade Poética, SEPE/regional 8 e PSOL Largo do Machado.

No encontro foi abordada a agenda cultural do espaço, com o protagonismo do grafite, batalhas de RAP nas terças-feiras, jazz a cada quinze dias, roda de Samba e um Cine, eventual. Em 2016 acontecerá o evento de samba “Circuito Viadutos da Cidade” e  a campanha “Qual seu Viaduto?”.

Os presentes enfatizaram que a distância entre centro e periferia não é apenas uma questão de quilometragem, e que existem barreiras sociais mais sutis. Abordou-se a relação entre a hierarquização entre Zona Sul e a Zona Oeste na cidade-negócio e o imaginário popular sobre a periferia. Destacou-se o papel do campo da arte e cultura como vital para periferia e como formas de resistência.

No encerramento, Cinara Cortez, uma das provocadores, foi enfática ao afirmar que na periferia existe voz e o que é preciso é dar visibilidade.