Se Jacarepaguá fosse nossa

No sábado, dia 14, moradores de várias regiões de Jacarepaguá se reuniram para debater seu bairro. Em pauta a cultura e a educação, a mobilidade urbana, a saúde e o planejamento urbano. Além de diagnosticar problemas para o cotidiano dos moradores do bairro, também foram apresentadas propostas para a melhoria de Jacarepaguá.

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Cultura e educação

  • Falta de creche na CDD(Cidade de Deus), e a secretaria ainda anuncio segunda a moradora, a diminuição de vagas.
  • Não existe escola de ensino médio na CDD.
  • Falta de escola técnica publica em jpa.
  • Dificuldade da população menos informatizada de se matricular na escola, já que agora a matricula é feita apenas via internet ou telefone.
  • JPA está concentrado o 2 maior acervo de cultura do RJ, segundo participante, porém a maioria se encontra abandonado ou não ter mobilidade pública para chegar até o local.
  • Existe a Lona Cultural no Pechincha que não possui uma programação bem divulgada e falta de recursos.
  • Prefeitura deveria ser o ponto central de comunicação para eventos culturais.
  • População de JPA que queriam participar de atividades culturais, na maioria das vezes tem que se deslocar para outras regiões que tenham equipamentos culturais.
  • Aumento de incentivo fiscais a iniciativas privadas a realizarem atividades culturais, por meio de isenção de imposto. Porém o serviço deixa de ser universal e passa a ser seletivo.
  • Editais abertos em determinada comunidade porém com regras especificas que acabam sendo adaptadas ao que está no edital e não contempla o real desejo da comunidade.

Propostas:

  • Incentivar e buscar a mídia independente da área de JPA como Jornal, Rádio etc e atividade publica(como o rock de posto)
  • Ter vários editais pequenos para atender vários produtores locais, do que um edital grande que atenda apenas um.
  • Criar uma plataforma cultural, que mapeia todos os grupos culturais da área, para assim entender a demanda.
  • Articulação entre grupos e a população que utilizam praças públicas, já que em JPA tem várias, para assim criar um movimento de organização e fortalecimento desses espaços públicos.

Mobilidade Urbana

  • Após a obra do BRT, houve um grande cortes das linhas de onibus. Então tudo ficou concentrado ao transporte rodoviário, logo superlotação, mesmo com a defesa de alguns sobre a velocidade do serviço, para aquele que consegue usa-lo.
  • Monopolio do transporte publico, diculdade de negociação
  • Fetranspor investiu em campanha politica
  • Dentro das comunidades como a CDD que é grande, o transporte é via mototaxi, quase não existe linhas de ônibus internas.
  • Os transportes alternativos, como vans, kombi, mototaxi, sofreu uma dura repressão e proibição. Se você for no ponto da linha de van Pau da fome são lotadas, existe apenas uma linha onibus alimentadora que e que demora mais de meia hora para passar.
  • Questionamento: é possível realizar obras de mobilidade ou é falta de vontade politica.?

Propostas

  • Progressividade do IPTU, foi sugerido que o morador perto de boas instalações de mobilidade pague mais que outros.
  • reforma tributária, arrecadação da frota marítima e aeronaves.
  • Integração e regulação das vans

Planejamento Urbano

  • Concentração imobiliária e verticalização
  • Desmatamento intenso na região, devido ao crescimento imobiliário.
  • remoção de comunidades, quilombolas para servir de espeços de especulação imobiliária.
  • Foi argumentado que esse crescimento é bom, já que estimula o comércio local e a atenção do serviço publico, porém foi contraponto a outro argumento que acredita que isso não necessária mente terá investimento públicos e sim de geração de lucro, logo só quem pode pagar($) pelo serviço terá esse “direito”de ter.

Saúde

  • Serviço de atenção primaria é ruim, pois não existe um em cada bairro, logo são lotados.
  • Fechamento de parte do hospital Raphael Paula de souza na curicica
  • Transferência da maternidade Leila Dinis da curicica para Barra da Tijuca, e o local se encontra abandonado.
  • Maioria dos serviços publúcos de emergencia são as UPAs, que não conseguem atender a demanda. Além do fato de serem OS.
  • Clínica da família, que não são em todos os bairros, ter uma rotatividade muito grande de médicos, já que são contratados via empresas.
  • Já foi presenciado um médico e 3 estagiários apenas no serviço, teve periodo sem médicos.