Encontro Cidades Colaborativas

O movimento Se a Cidade Fosse Nossa organizou o encontro “Cidades Colaborativas: tecnologia, participação”, no dia 27 de junho,onde os participantes do encontro se dividiram em três grupos para debater e pensar ideias para tornar nossa cidade mais participativa.

Ao refletir sobre quais valores e conceitos devem servir de horizonte para esta construção, os participantes destacaram o respeito a diversidade; a sustentabilidade humana e ecológica baseada no bem comum, e a construção coletiva autônoma através da colaboração, como forma de garantir direitos para todo(a)s.

Veja aqui as propostas  formuladas no encontro.

Durante a atividade, Alessandra Orofino, da Redes Nossas Cidades, levantou a questão de como engajar e estimular a participação da população nas cidades.

“A gente não vai mudar a democracia com protótipos de tecnologias. As prefeituras do mundo precisam criar, sim, aplicativos e plataformas de participação popular.No entanto esses aplicativos geralmente reduzem a participação das pessoas a poucas esferas, poucas vezes a grandes decisões, como definição do orçamento da cidade. A questão que temos levantar é: como recriamos espaços públicos nas nossas cidades que são verdadeiramente públicos? E como usamos tecnologias de participação para que elas sejam uma porta ao poder?”

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A mesa que antecedeu as rodas de conversa em grupo contou com a experiência de quem trabalha em movimentos sociais, prefeituras e casas de coworking

Já Ana Clara Ferrari, da São Paulo Aberta, falou sobre as ferramentas de participação e colaboração implementadas no governo de São Paulo.

“O estado não está entendendo o que a sociedade quer e a sociedade não entende o que cabe ao estado. Há este descompasso. O canal de comunicação entre estado e sociedade precisa ser mais retroalimentado para que o governo entenda as demandas da população”

A comunidade hacker também esteve presente! Lia Ascava comentou a experiência da comunidade do Transparência Hacker e a necessidade de se ter informações e dados abertos dos governos.

“Quando falamos de dados abertos, importante lembrar que estes dados são manipulados. A maioria dos dados do governo são públicos, mas em muitas vezes não são abertos. No Transparência, nós vimos acontecer muita coisa, como a Lei de Acesso à Informação. Com esta lei, nós temos um dispositivo legal para exigir transparência nos dados informados pelas autoridades. Dentre desta ideia de mexer com dados e leis, é preciso quebrar um mito de que a linguagem jurídica é inacessível. O “juridisquês” é difícil, mas não é impossível.”